Típica frase do paulistano: “Eh, ÔÔ, vida de gado; povo marcado, povo feliz”. Qualidade de vida nesta cidade é baixíssima; o povo vive no meio de poluição visual, sonora, ambiental. Corre pra ir ao mercado, cuidar da casa, da família, ser um ótimo funcionário pra não correr o risco do desemprego e ainda encontrar algum tempo para lazer aos finais de semana. Mas apesar de tudo isso, não deixa de ser feliz, pois tem prazer em tudo que faz e gosta desse ritmo frenético da cidade.
Detesto posts demasiadamente pessoais, mas vou falar um pouco da minha ‘vida de gado’. Rotina começa com o despertador tocando às 6hs da manhã, de segunda a sexta. Levanto, tomo banho, arrumo a mochila com tudo que irei precisar até o final do dia e saio – na maioria das vezes, atrasada - de casa, sem ao menos tomar café. Chego no trabalho e aí sim tomo café pra começar a correria e falsidade diária até as 17hs. No meio de tanta correria tem aquelas gargalhadas maravilhosas que tornam o dia mais tranqüilo e a vida mais gostosa.
Saio de lá, e pra não perder tempo, vou direto pra faculdade estudar e lidar com todo aquele povo egoísta e competitivo, futuros colegas de profissão – sim, alguns pelo menos exercerão a profissão apesar de todas as dificuldades – assim como eu - acredito. Claro que nem tudo é ruim, jamais. Tem sempre aquela aula maravilhosa com um professor que te faz se apaixonar ainda mais pela psicologia e, por mais cansada que esteja, naquela aula é impossível faltar! Tem as piadas idiotas que só a gente se diverte e, claro, tem as amigas maravilhosas com quem compartilho todas as angustias pessoais e profissionais e com quem se pode dividir vitórias e fracassos! Ah, que falta farão todas essas conversas e nossas auto-análises no meio da aula ou tomando um café à toa.
Chega sexta-feira, alívio...final de semana chegou e terei o tão esperado descanso, certo?! Errado! Sábado despertador toca no mesmo horário que os outros dias da semana, e vou pra aula. Aquele sono de manhã, uma aula que parece não ter fim, por mais gostosa que seja...é sábado de manhã, poxa!!! Chego em casa já na hora do almoço e é o tempo certo de matar a fome e descansar um pouco. Afinal o final de semana ainda nem começou e tem que organizar o tempo para estudos,vaidades, e claro estar pronta e disposta pra hora que o namorado chegar! Ah como é bom sábado à noite!
Depois disso nada melhor do que não ter hora pra acordar no domingo, único dia de descanso! Ufa! Mas essa folga é só pela manhã mesmo porque o resto do dia deve ser dividido entre namoro, família e estudos! Estudos, sempre estudos!
Engraçado que na primeira semana de aula em 2006, uma aluna do 5° ano foi conversar conosco e ela brincou dizendo que a partir de então nosso passatempo preferido seria visitar livrarias e sebos e que pediríamos sempre livros de presente a amigos, namorados ou familiares. Inocência de caloura pensei ser piada! Há! Era nada. Inclusive recentemente, ganhei um livro de presente de aniversário um grande amigo, claro, relacionado à psicologia! E com toda certeza adorei o presente! Entrei no curso aprendendo a gostar de ler e hoje tenho paixão por livros e, gostando ou não – sorte a minha gostar - eles ocupam grande parte do meu tempo.
É...essa vida de gado cansa! Mas os momentos felizes são inúmeros também! Mês de agosto um pouco mais curto, aulas acabaram de começar e se inicia o último semestre de aulas e provas e grupos conflituosos! Ai Deus, nem acreditooooooooo! Ano que vem serão apenas os estágios e supervisões, sem provas e grupos e conflitos...e acaba! Aaaaaaaah! Felicidade maior que essa não tem! Tudo acontecendo como eu gostaria que estivesse. E a vida caminha acelerada, sem descanso e com alegrias e vitórias que coleciono e guardo com todo o prazer dentro de mim!
Daí, utilizo das palavras de Zé Ramalho, em Admirável Gado Novo: “Eh, ÔÔ, vida de gado;povo marcado, povo feliz!!!”
sábado, 15 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
Pessoa, Fernando.
Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
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Inquietações
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Prazeres
Ao invés de colecionar frustrações e os ‘nãos’ da vida, deveríamos medir a vida pelos prazeres que nela tivemos.
Não importa quantos aniversários celebrou, quantas lágrimas chorou, quantos investimentos pessoais não deram certo, quantos relacionamentos terminaram ou quantas decepções sofreu.
Descobri que é muito mais interessante medir a vida pelos prazeres que sentimos nela. Mais gostoso encarar a vida contando nossos pequenos prazeres diários que aliviam todas essas frustrações e tristezas.
Não me importa a idade que tenho, mas sim os prazeres que tive nesse tempo:
•Conquistei amizades verdadeiras e duradouras;
•Pulei corda;
•Andei descalsa na rua, sem neuras de doenças possíveis;
•Tomei sunday de caramelo com batata frita do Mcdonalds;
•Aprendi que um abraço sincero é aquele que se encosta barriga com barriga, sem medo da entrega ao outro (e desde então passei a colecionar abraços...)
•Tomei banho de chuva (nossa...que delícia!);
•Beijei apaixonadamente;
•Aprendi a sambar;
•Fiquei na rua até tarde com os vizinhos, atormentando as senhoras que moravam por perto;
•Andei muito de bicicleta;
•Assisti filmes inesquecíveis;
•Passei horas no mar ou na piscina até os dedos ficarem enrugados;
•Comi morangos em todos os invernos;
•Aprendi o que é amor, amando;
•Roubei brigadeiro da mesa, nas festinhas de aniversário dos colegas;
•Dancei até as pernas não mais me obedecerem;
•Fui a shows de rock;
•Ganhei abraços sinceros e incomparáveis;
•Vivenciei paixões intensas e fugazes;
•Consegui o tão desejado estágio;
•Ri de coisas banais até a barriga doer;
•Troquei de estágio...e de novo e...
•Fiz coisas ‘proibidas’ e deliciosas;
•Li livros por vontade e não por ‘obrigação’do professor;
•Conquistei o tão desejado emprego;
•Aprendi a dirigir;
•Ouvi ‘eu te amo’ de alguém que já mais imaginei;
•Conheci lugares e pessoas maravilhosas em viagens nada planejadas;
•Tive noites de sono profundo;
•Fui em diversos shows das minhas bandas favoritas;
•Passei noites acordada, mas em boa companhia;
•Ganhei sorrisos e abraços de crianças que me fizeram esquecer todas as tristezas da vida!
Nesta lista ainda tem muito mais a ser acrescentado, mas não convém listar aqui todos os prazeres vividos.
Medir a vida por prazeres é bem mais gostoso do que pelo tempo. Frustrações, decepções e ‘nãos’, são inevitáveis, mas que não sejam usados como desculpas para se adiar a felicidade. Não há porque esperar para ser feliz, acreditando que ‘ah, quando eu conseguir...aí sim serei feliz’. O momento de viver é agora, o momento de ser feliz é hoje! Não há felicidade eterna, mas sim momentos inesquecíveis de felicidade intensa, que podem ser encontrados nesses pequenos momentos de prazer.
Não importa quantos aniversários celebrou, quantas lágrimas chorou, quantos investimentos pessoais não deram certo, quantos relacionamentos terminaram ou quantas decepções sofreu.
Descobri que é muito mais interessante medir a vida pelos prazeres que sentimos nela. Mais gostoso encarar a vida contando nossos pequenos prazeres diários que aliviam todas essas frustrações e tristezas.
Não me importa a idade que tenho, mas sim os prazeres que tive nesse tempo:
•Conquistei amizades verdadeiras e duradouras;
•Pulei corda;
•Andei descalsa na rua, sem neuras de doenças possíveis;
•Tomei sunday de caramelo com batata frita do Mcdonalds;
•Aprendi que um abraço sincero é aquele que se encosta barriga com barriga, sem medo da entrega ao outro (e desde então passei a colecionar abraços...)
•Tomei banho de chuva (nossa...que delícia!);
•Beijei apaixonadamente;
•Aprendi a sambar;
•Fiquei na rua até tarde com os vizinhos, atormentando as senhoras que moravam por perto;
•Andei muito de bicicleta;
•Assisti filmes inesquecíveis;
•Passei horas no mar ou na piscina até os dedos ficarem enrugados;
•Comi morangos em todos os invernos;
•Aprendi o que é amor, amando;
•Roubei brigadeiro da mesa, nas festinhas de aniversário dos colegas;
•Dancei até as pernas não mais me obedecerem;
•Fui a shows de rock;
•Ganhei abraços sinceros e incomparáveis;
•Vivenciei paixões intensas e fugazes;
•Consegui o tão desejado estágio;
•Ri de coisas banais até a barriga doer;
•Troquei de estágio...e de novo e...
•Fiz coisas ‘proibidas’ e deliciosas;
•Li livros por vontade e não por ‘obrigação’do professor;
•Conquistei o tão desejado emprego;
•Aprendi a dirigir;
•Ouvi ‘eu te amo’ de alguém que já mais imaginei;
•Conheci lugares e pessoas maravilhosas em viagens nada planejadas;
•Tive noites de sono profundo;
•Fui em diversos shows das minhas bandas favoritas;
•Passei noites acordada, mas em boa companhia;
•Ganhei sorrisos e abraços de crianças que me fizeram esquecer todas as tristezas da vida!
Nesta lista ainda tem muito mais a ser acrescentado, mas não convém listar aqui todos os prazeres vividos.
Medir a vida por prazeres é bem mais gostoso do que pelo tempo. Frustrações, decepções e ‘nãos’, são inevitáveis, mas que não sejam usados como desculpas para se adiar a felicidade. Não há porque esperar para ser feliz, acreditando que ‘ah, quando eu conseguir...aí sim serei feliz’. O momento de viver é agora, o momento de ser feliz é hoje! Não há felicidade eterna, mas sim momentos inesquecíveis de felicidade intensa, que podem ser encontrados nesses pequenos momentos de prazer.
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