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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Paixão e loucura

É agora que tudo começa. Até então foram muitos os esforços feitos, os dias turbulentos, as noites mal dormidas, finais de semana cercada de livros e textos, vida social bastante limitada, ausências, saudade do amor, da família, dos amigos. Mas a partir de hoje tudo muda. O sonho tornou-se realidade.
O caminho foi longo e árduo. Muitos sacrifícios precisaram ser feitos. Por diversas vezes a incompreensão de alguns taxava as ausências como falta de companheirismo, falta de vontade de estar junto. O cansaço e o sono eram vistos como preguiça. As horas dedicadas aos livros como exagero. A falta de dinheiro como mesquinhez.
Prioridade. Na verdade, essa sempre foi a questão: prioridade! Um objetivo, uma meta, um sonho, um desejo! Tudo isso implica determinação. Ironicamente, determinação é algo novo. Começar um projeto sempre foi fácil, mas terminá-lo era muito difícil. Dessa vez não, existiu determinação, pois o desejo era mais forte e, definitivamente valeu a pena!
Foram anos de muito aprendizado sobre psicologia, sobre o ser humano e, também, sobre mim mesma. Os livros e professores puderam ensinar muito do que sei hoje, mas os colegas de sala e os profissionais que encontrei no caminho, ensinaram muito mais. A vivência que se tem é sempre muito mais rica do que o que se lê nos livros.
Depois de muitos tropeções, desentendimentos e decepções, aprendi, neste último ano, que existem pessoas que, com raros gestos, ainda são capazes de demonstrar amizade, companheirismo e solidariedade. Pessoas com as quais aprendi muito a respeito da vida e que, certamente, guardarei todos os momentos vividos, com muita alegria para o resto da vida.
Tudo foi vivido intensamente! Os sacrifícios, a aprendizagem, as risadas e bons momentos. As teorias criadas por nós para explicar banalidades da vida, os momentos cômicos de auto-analises, as associações mais infantis que fazíamos para estudar, os segredos e tudo que aconteceu fora das salas de aula.
Excelentes profissionais fizeram parte dessa jornada e com eles muito aprendi, conhecendo o lado prático da teoria. No entanto, ao conhecer o lado pessoal de alguns profissionais senti nojo. Aprendi que as pessoas só mostram aquilo de si que convém, mas esquecem que as máscaras sempre caem. Aprendi que dentro de todo ser humano existem monstros e que, às vezes, eles vencem. Por outro lado, existem profissionais que vivem a psicologia com paixão e dedicação. Que usam os conhecimentos para fazer bem ao próximo e não para satisfazer desejos perversos.
Aprendi que é preciso ser! Não basta apenas existir, é preciso ser – e ser em essência, pois ser implica conhecer o que há de melhor e pior em si e despir-se de preconceitos, repensar comportamentos individualistas e mesquinhos. Aprendi que tanto na vida quanto na profissão é preciso estar-junto-para-o-que-quer-que-seja-em-qualquer-momento.



"Viver, e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar (e cantar e cantar) A BELEZA DE SER UM ETERNO APRENDIZ. Eu sei que a vida devia ser bem melhor e SERÁ. Mas isso não impede que eu repita: É bonita, é bonita e é bonita!"

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Diário de uma ex-adolescente

Aos quinze anos a gente pensa que tem um universo inteiro a ser descoberto, explorado e o mundo parece tão grande que dá a sensação de que não há tempo para conhecer tudo que se quer. Tudo tem quer ser feito pra ontem, como se o mundo fosse acabar amanhã.
Mal deu tempo de conhecer as maravilhas do mundo e logo vem uma ‘passagem’ tão desejada: a chegada dos dezoito anos! É uma ansiedade tão grande completar dezoito anos! Porque com dezoito anos não precisa mais usar RG falso pra entrar na balada, no motel...Com dezoito anos já pode tirar carteira de habilitação...
E o que a gente sempre esquece é que com dezoito anos é hora de tomar um monte de decisões que não estamos preparados. Com dezoito anos, além do desejo de descobrir o mundo e as coisas boas que ele tem a oferecer e tem que se preocupar com estudos, trabalho, carreira e um monte de coisinhas chatas que fazem parte desse nosso imenso universo.
É que quando se é adolescente, pouco se pensa sobre o futuro. O aqui-e-agora é o que importa. Ser adolescente é ótimo! A maior preocupação é se aquele paquerinha vai te ligar ou não, se você vai bem na prova (porque se não for, sabe que não vai poder ver os amigos), se aquela fulana que não sai do pé dele não vai desistir nunca, que roupa você vai colocar para ir na festa...e por aí vai.
Daí acontece uma coisa muito chata: a gente cresce e amadurece (deveríamos, pelo menos)! É faculdade, dinheiro, trabalho, dinheiro, estágios, dinheiro, casamento (tem que ter algo bom pra salvar) e dinheiro! São tantas as preocupações que o tempo passa rápido demais e não se tem mais tempo e nem paciência pra uma bobagem qualquer com qualquer um.
A gente aprende que nada dura pra sempre e que a vida é difícil sim, mas pode ser pior se você deixar com que os problemas te consumam demais.
Quando se dá conta, a gente estaciona o carro, desce e escuta um moleque dizendo: “moça, posso olhar?” E nesse momento, as dores são tão intensas que... Bom, primeiro você se depara com a pobreza do garoto que não está na escola e precisa de alguns trocados pra ajudar a mãe em casa. Na verdade você se convence de que esse dinheiro vai ajudá-lo a comprar comida e não usar drogas... Daí depois vem outra dor...Do que ele me chamou? “moça”? “MOÇA”? Como assim??? Até pouco tempo eu era chamada de menina! E agora...moça! É... Esse é o peso do final de cinco anos de muito estudo! Esse é o peso do anel dourado na mão direita! Esse é o peso dos 2.4 que chegaram!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sutilezas

Foi assim que começou a discussão.
- Se conselho fosse bom... Mas mesmo assim tenho que te dizer!
- Ih, lá vem...
- E não começa a reclamar, eu sei que não deveria te dizer tudo que eu penso, mas não consigo, é mais forte que eu.
- Fala, o que foi dessa vez?
- É que eu tava pensando...
- Você e essa sua mania de ficar pensando sobre as coisas.
- É inevitável...Tem coisas que não saem da minha cabeça assim facilmente.
- Nada sai da sua cabeça facilmente, esse é o problema. E você fica cada dia mais neurótica de tanto que você pensa.
- Eu não sou neurótica!
- Claro que é! E cada dia fica mais com essas suas amigas que só colocam besteiras na sua cabeça.
- Minhas amigas não tem nada a ver com isso. Você já parou pra pensar que eu tenho opinião própria?
- Ah se tem! Birrenta como você é, mas é claro que eu sei que tem opinião própria.
- Eu sou birrenta? Por que diz isso?
- Ah, e como você não soubesse do que estou falando né. Mas vem cá, qual o conselho que você ia me dar mesmo?
- Muito fácil pra você agora mudar de assunto! Não, quero saber porque é que você me acha birrenta. Vai...fala!
- Não vou repetir o que você já sabe. Todo mundo te diz isso...
- Quero ouvir sua opinião, vai fala!!!
- Ah meu amor, deixa isso pra lá....Quero saber qual o conselho que você tinha pra me dar. Não é que você seja birrenta, você apenas tem um gênio, digamos que, forte! E é por isso que eu gosto de você. Gosto quando você fica brava, adoro o jeito que você defende sua opinião custe o que custar e de quando você pede para eu escolher o local onde vamos jantar, mas sutilmente insinua que a “comida daquele restaurante italiano é maravilhosa”. Gosto do jeito que você justifica suas ausências nos eventos mais chatos da sua empresa com argumentos fictícios e totalmente convincentes, só porque você estava com vontade de assistir aquela comédia romântica que estreou no cinema... E acima de tudo, adoro quando você está com raiva e no meio da discussão você vem em minha direção como se fosse me atacar, mas no fundo só quer me beijar.
- Oh meu amor, como você é....Você repara em tudo isso? Ohhh....e...pior de tudo...você gosta de mim com todo esse meu gênio difícil, porque no fundo eu sei que não sou uma pessoa fácil né....mas....
- Vem cá, me dá um abraço vai!
......
- Então meu bem, qual era mesmo o conselho que você queria me dar?
- Ah, não é nada, só queria te dizer que essa sua camisa mostarda não combina nada com essa roupa e como nós já estamos quase de saída pra jantar... E por falar nisso, para onde nós vamos hoje?! Tô com uma vontade de comer massas...

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E como hoje é comemorado no Brasil o Dia do Homem (apesar de não saber o porquê de se ter inventado um dia para tal...), parabéns a todos os homens que ainda hoje sabem como tratar bem uma mulher (raríssimos são vocês) e fazê-la feliz.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Meias coloridas

Sem pensar em mais nada. Embotamento intelectual. E isso existe? Não deve existir não. Mas foi a única expressão para o momento. Está frio e faz sol. Seria melhor se chovesse um pouco, ajudaria a dormir melhor. Aliás, dormir? O que é isso mesmo? Segunda noite de insônia. Mas há um lado bom, já amanheceu e agora, de fato o dia pode começar.
O dia pode começar...Estranho. Esse é um dia que não sei por onde começar e nem quando vai terminar. É que na verdade os dias têm sido assim ultimamente. Muita ansiedade! Que tudo isso acabe logo. Mas poxa, já vai acabar? Sim, são cinco anos, uma hora tem que acabar. Sei que sentirei saudades, mas é tão gostoso estar perto do fim, mas tão gostoso que chego a pensar que não existe fim.
E não existe mesmo. A cada final existe um novo recomeço. O fim mais certo que existe é a morte, mas não é bom pensar nisso agora. Na verdade pensar na morte não é algo que me agrada muito. Dizem que a gente teme o que desconhece e devem ter razão. É que, além disso, pensar na morte me faz lembrar do quanto estou distante da minha religiosidade e isso me faz falta.
A fé está sempre presente na minha vida e é o que, na verdade, me fez chegar até aqui. Se não fosse a fé, sei que a fraqueza e o medo me impediriam de ser quem eu sou. Não me tornei essa pessoa sem graça e anti-social à toa, tive que superar meu medo da opinião alheia para ser assim. Tive que quebrar alguns esteriótipos sociais (e até mesmo pessoais). Foi a fé que me tornou quem eu sou. A fé de que existe uma força maior por mim e que Ela me dará o suporte que preciso pra encarar essa loucura toda. E meu deu! Todo o suporte que preciso. E espero ter esse suporte mais e mais. Prometo me dedicar mais a Ti também.
Mas o dia já está começando. O sol aparece levemente ente as nuvens e está frio.
Um bom banho, cabelo lavado e maquiagem no rosto pra amenizar as olheiras da noite mal dormida – ou seria não dormida?! Abrir o guarda-roupa e colocar aquela blusa sem cor, sem graça e sem sal. Porque no meu papel de aprendiz, descobri que devo usar roupas com cores sóbrias.
Eu ainda não descobri o que são cores sóbrias e eu não sinto vontade nenhuma de descobrir. Não quero ficar sóbria mesmo que seja apenas em vestimentas. Quero mais é me embriagar nessa loucura toda e calçar minhas meias coloridas. Elas ficam ali escondidinhas por debaixo da roupa e dentro do sapato. Seria um absurdo que as cores das minhas meias fossem vistas por todos. Seria uma exposição sem tamanho. Eu não gosto de me expor. Prefiro me manter em segredo. Prefiro estar embriagada de loucura e de cores. Mas só te mostro minhas meias coloridas se você me mostrar que ainda consegue sentir, combinado?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Vazio

Triste são aqueles que não amam. Não amar é tão perigoso, que, se aquele que não sabe amar compreendesse, ele então amaria. Como pode alguém viver sem amor? Amar não apenas ao outro, isso é fácil. O maior e mais verdadeiro amor é o amor próprio. E quando não é possível amar a si mesmo, a vida torna-se tão amarga, que é difícil engolir.
Não é papo de auto-ajuda não, mas é inconformismo com tudo isso. Não é excesso de paixão que me faz pensar assim, é o vazio com que me deparo.
Tenho aprendido a me despir das minhas armaduras, das minhas vergonhas e de algumas ‘máscaras’. Percebo o quanto perdi enquanto me escondia de mim mesma. Agora o mundo se mostra tão mais simples e mais gostoso!
Muitos não compreendem certas atitudes e, apenas digo: sinto muito!
Há um tempo deixei de viver em função de uma ideologia. Aprendi que no lugar de ideologia, devo ter crenças e princípios, que é o que me motiva a lutar para alcançar objetivos e não mais sonhos fantasiosos como antigamente. Sonhar é bom e necessário, mas acredito que um sonho bom fica melhor ainda quando transformado em objetivo e desenhado sob a forma de metas.
Independente da realidade em que se viva, é preciso coragem pra viver e perseverança pra lutar, e isso é único, individual e pessoal. Creio em uma força maior e bem mais potente do que a dos homens mortais. Chamo essa força de Deus, mas respeito também quem a chama de outra forma.
A vida é coisa séria sim, mas ela só é sofrida na ausência do amor, no vazio. Nem todas as dificuldades são verdadeiros obstáculos, tudo depende da forma como eles são percebidos. Mesmo não sendo a pessoa mais otimista do mundo, sou capaz de amar e foi isso que facilitou minha forma de encarar a vida e me ajudou a conquistar muitos objetivos.
(Não existe coisa mais gostosa do que chegar em casa no final de um dia apenas ‘sobrevivido’ e ver um bichano – o mais lindo do mundo - ronronando e se esfregando em você pedindo um minuto de sua atenção. Por um instante posso parar e esquecer de tudo. E aquele som do ronronado me faz sentir feliz).
Ao me tornar quem sou hoje, fui somando números à minha idade e diminuindo o número de amarras a que me prendia. Gosto de perceber o mundo com a simplicidade e a inocência de uma criança.
Coisas pequenas e simples podem ser fortes alicerces para a mais sofrida dificuldade.
É só uma fase, entendo. Testar a paciência e o afeto das pessoas não é justo. O afeto deve ser alimentado constantemente, se não ele se perde. Justamente! Sinto que a qualquer momento se perderá do mundo e de si mesma...Isso dói tanto!
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Talvez todas essas palavras façam parte de mais uma banal reflexão cotidiana, mas e daí?

sexta-feira, 30 de abril de 2010

É que...

Sempre que tento achar respostas e explicações para inúmeras neuras e angústias, percebo que de fato não me conheço. É uma coisa difícil essa de conhecer a si mesma não é?!
Se me perguntarem hoje quem sou, não saberei dizer e responderei apenas que estou aprendendo a viver e que talvez, apenas talvez, quando for bem velhinha e a vida já tiver me pregado todas as peças, poderei então pensar sobre a resposta para essa pergunta tão complexa.
A cada dia surpreendo-me com obviedades, com atitudes e reações que pensava jamais ter e surpreendo-me ainda mais com a velocidade em que meus pensamentos fluem e modificam e me transformam em um ser único e complexo, cheio de estranhezas e particularidades.
Talvez seja por isso que não saiba viver sem minhas preciosas (!) amizades. Por uma razão ainda desconhecida, percebo que em cada amigo (a) meu (minha), tem um pouquinho de divindade para que Deus me mostre que está cuidando de mim de uma forma que só Ele há de entender. Mas ao mesmo tempo cada um (a) deles (delas) carrega em si um pouco de loucura para me mostrarem que não é possível chegar até as nuvens com os pés no chão.
É através das mais sábias e simples palavras e também pelos gestos de amizade que percebo que essas pessoas me conhecem melhor do que eu! Ah! Mas como pode ser?! Ousadas essas amizades! Quem me trazem uma felicidade sem tamanho.
Talvez essas pessoas não saibam o quanto são importantes. Mas é que, no fundo eu acho que em mim tem sempre um pedacinho delas. Eu sou feita das coisas que aprendi com elas e com o mundo, que, muitas vezes, aprendi a conhecer em suas companhias. Acho que no fundo, sou feita daquilo que elas fizeram de mim com suas risadas, com suas histórias, com suas lições, com suas lágrimas, com sua companhia. É que talvez eu seja alguém melhor, por carregar em mim um pedacinho de todas essas pessoas. =)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Poluição Sonora

PROIBIDO USO DE APARELHOS SONOROS
LEI MUNICIPAL n.o 6.681/65.

Acho que qualquer um que utiliza transporte público constantemente já viu esse adesivo colado no ônibus. Ainda assim há pessoas com um senso crítico muito bom que insistem em escutar música em volume alto sem aquela pecinha de extrema utilidade: o fone de ouvido.
Celulares, mp3/4/5... 10. Todos esses aparelhos vêm acompanhados desse componente chamado fone de ouvido! E porque é que as pessoas de educação afinada insistem em escutar suas músicas no ônibus sem o tal fone de ouvido?
Desde quando os outros precisam gostar da mesma música que você gosta e compartilhar isso contigo no transporte público, enquanto dirigem-se ao seu trabalho ou voltam para casa?
Certo dia, enxaqueca explodindo na cabeça, ônibus cheio, calor e de repente aquele som maravilhoso de funk em alto volume para que todos os passageiros compartilhassem desse péssimo gosto musical. Na mesma semana, viagem longa, calor, sono e de repente aquele pagodinho desagradável.
Aaaaah! Não que eu ache que só porque eu gosto de mpb e rock que todos devam escutar e compartilhar do meu gosto. Jamais. Cada um escuta a música que lhe agrada. Justamente... A música que LHE agrada.
Seja feliz e escute o que quiser, cante, dance... Mas, por favor: utilize o fone de ouvido!!! Por mais que as pessoas ao seu redor gostem das mesmas músicas que você, às vezes, naquele momento específico do seu dia, ela não sinta vontade de ouvi-las.
Também, respeite a população e aceite que nem todas as pessoas gostam de funk e pagode e definitivamente não lhes agrada ouvir esse tipo de música em qualquer momento do seu dia.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Detalhes

Trabalho, faculdade, estágios, relatórios, médico... E tudo mais que for possível encaixar nos horários de segunda a sexta-feira. Um caos total, cansaço, dor de cabeça, necessidade de ir ao oftalmologista porque a vista está ruim de tanto ficar na frente do computador. Nada mais gostoso do que, em plena quarta-feira receber um convite do namorado para passar a noite juntos. [Tem que aproveitar uma das vantagens de não estar trabalhando no momento, certo?] Cabeça estourando de dor, mas a vontade de estar junto é maior. Um comprimido com água e paciência que logo passa. Uma surpresa: um jantarzinho charmoso e saboroso – feito pelo sogro - com camarão e, como sobremesa...algo que há um ano queríamos... Fondue de chocolate! Uvas, abacaxi, chocolate! Delícia! E pra noite terminar ainda melhor....Ui.
É, um momento a dois prazeroso no meio da semana, com direito a tudo que há de mais gostoso não tem preço. Acordar cedo depois de uma noite dessas, faz o dia ficar até mais bonito e definitivamente mais feliz. Porque é nos detalhes e nas pequenas coisas que realmente se encontra a maior felicidade da vida.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Silêncio

Não diga nada, por favor.
Vem cá.
Chega mais perto...
Deixa eu te sentir.
Encosta tua barriga na minha.
Abrace-me. Sinta-me.
Deixe-me deitar em teu ombro.
[Me perco em você]
Fecha os olhos.
Meu rosto em teu pescoço...
Sinto seu cheiro.
Meus lábios na tua nuca...
Quero-te!
Não diga nada.
Palavras são banais.
Nunca dizem o essencial.
O essencial é sentir.
E no silêncio...
Tua boca na minha.
Teu cheiro em mim.
Abraça mais forte.
Teu corpo no meu...
Sinto-te! Quero-te!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Alone

É que no final do dia nós estamos sempre sozinhos. Não importa o que aconteça desde a hora em que se tira a o pé da cama até a hora em que a cabeça deita-se novamente no travesseiro. Não importa o que aconteceu, com quem se falou, quem se beijou ou abraçou, com quem se irritou ou quem te deu um sorriso que te impediu de cair aos prantos, quando você pensava que não ia mais suportar. Você sempre estará sozinho ao final do dia. Independentemente de quem divide a cama ou o quarto contigo. Ao deitar na cama e fechar os olhos é com você mesmo que você terá que se entender.
É em si mesmo que você encontrará respostas para as questões que lhe tirarão o sono por noites e noites a fio. É em você que se encontra a força para levantar no dia seguinte e encarar aquela situação que lhe dá dor de barriga e suadouro nas mãos. É consigo mesmo que deve conversar para contar aquele segredinho que nem teu melhor amigo pode saber.
É de si mesmo que deve rir relembrando das besteiras que disse, ou das situações embaraçosas que vivenciou. É consigo mesmo que ficará decepcionado por não ter conseguido aquela tão sonhada vaga de emprego. É consigo que ficará remoendo aquela briguinha idiota com seu amigo, só porque ele devolveu teu tênis um pouco ralado pelo futebol.
É porque não importa o que aconteça, não importa quem se tenha na vida, o que se tenha na vida, no final do dia, nós sempre estamos sozinhos. Sozinhos com nossos medos, angústias, felicidades, vitórias, decepções e desejos mais secretos. É porque no final do dia, nós temos a nós mesmos como melhor confidente, como melhor companhia....E depois de ter se doado um pouco a cada pessoa e a cada situação que tenha passado, estar sozinho neste momento é a melhor felicidade que se pode ter.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Simplesmente seja

Nada que umas boas horas de música não resolva. É só ligar o rádio e ouvir aquela música de que tanto gosta, que o dia se transforma. Esquece os problemas, as dívidas, a falta de tempo e de dinheiro, o pouco cuidado consigo mesma e, pelo menos por um momento, despe-se de suas máscaras e existe, e é!
Existe por si mesma, sem medos, sem pudores, sem amarras, sem vergonha e canta! E canta alto, e ri e chora, numa mistura de emoções maravilhosamente boas que só ela há de compreender. Porque não há coisa melhor nesse mundo do que música! Só a música acalma, emociona, conforta!
É o som! Não são as palavras cantadas, mas a batida, o ritmo, a melodia! É o som que liberta, que inspira, que faz o coração bater mais forte ou uma lágrima escorrer no canto do olho. É a melodia que representa a alegria ou tristeza do momento, ou mesmo aquela mistura confusa e excitante de emoções. As palavras cantadas são o complemento, a possibilidade de expressar-se, de tentar, inutilmente, cristalizar emoções.
Então simplesmente fecha os olhos, sente o vento batendo no rosto e canta! E se emociona! Esquece de quem está ao redor ou de quem possa ouvi-la ou do que seja lá que vão pensar. Não importa! No meio do caos cotidiano, às vezes esquece de si mesma, de seus gostos e suas vontades e apenas vive...empurra com a barriga e esquece de existir.
Este momento é seu e só seu! Ninguém mais compreende o que a música representa. Ela existe pela música! Sente-se viva e completa em sua individualidade. Sente-se feliz, e não importa que esteja só, é justamente isso que é lindo! Ela está só, num momento seu, e isso basta! Não precisa de riquezas ou de pessoas ao redor pra sentir-se feliz. Ela mesma se basta!
Sabe que estar momentaneamente só não significa solidão. Sabe que se sentir bem consigo mesma, em seu mundo mais secreto e íntimo é totalmente o oposto de solidão. Sabe que é só abrir os olhos que entenderá a razão de sentir-se feliz e completa!
O mundo está ali, diante do seu nariz e ela gosta do que vê, do que sente, do que faz e do que vive. É uma felicidade que não cabe em si, então a música a faz sentir intensamente as emoções vividas, a faz compreender a razão de ser completa e ser feliz. Então ela sabe que basta ser, em essência e intensidade para existir.

“Simplesmente seja, o que você julgar ser o melhor”
(Maria Rita)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Defendendo-se de abraços...

Depois de tanto me defender de abraços, percebi o quanto é difícil despir-se de pré-conceitos e estar aberto ao outro, ao que ele possa oferecer, sem medo, sem defesas, sem pudores. Foi apenas quando consegui despir-me de todas as minhas armaduras e estar simplesmente presente e disposta para o outro que Deus me presenteou com a maior riqueza deste mundo: o amor!
Sempre escuto as pessoas dizerem: “Tadinho...ele é deficiente” e eu detesto escutar a palavra ‘tadinho’. Penso que nenhum ser humano é digno de pena, pois com deficiência ou não, aquela é a forma da pessoa existir e todos nós temos que aprender a lidar com nossa forma de existir no mundo, independente de termos alguma deficiência.
É fácil quem está de longe, olhar e sentir pena. Também não condeno essas pessoas. Antes de ter o contato com pessoas com deficiência, sempre tinha a sensação de sofrimento ao ver uma criança ou um adulto com deficiência – fosse física ou cognitiva. Após conhecer as mais de perto esta realidade, percebi uma coisa muito simples: a deficiência estava em mim!
Maior do que as dificuldades que eles tinham por conta de sua deficiência, era a minha dificuldade em despir-me de meus medos, de minha timidez e de minha própria estranheza para simplesmente ser no mundo, como sou, sem vergonha de ser ou parecer ser. Maior era a minha deficiência em saber sentir. A deficiência estava em mim por achar que toda e qualquer deficiência era um sofrimento imenso pro ser humano. Que nada! Eu sofria mais em ver a deficiência do que aquele que realmente a tinha.
Com o tempo fui aprendendo a lidar com a minha deficiência em sentir estranheza com relação ao outro ser humano pelo simples fato dele ter uma deficiência. Inúmeras vezes me defendi de abraços, por receio de que eu iria tomar um tapa. Besta eu! Aprendi que a fisionomia de uma pessoa não diz muito a respeito de seu jeito de ser e de suas atitudes. Agora, antes de me defender quando uma criança ou mesmo adulto com deficiência vem em minha direção, simplesmente fico lá, disposta pra receber o que quer que seja que possa me oferecer. Garanto que 98% das vezes, recebo abraços, beijos, carinho ou até mesmo elogios. E que é a coisa mais gostosa que já ganhei. =)
Uma coisa é certa: a deficiência está no coração das pessoas! “Os deficientes não são só aqueles que não andam, não falam, não ouvem, não vêem, não compreendem com clareza, mas sim todas aquelas pessoas fracas que não conseguem ajudar aos outros e a si mesma...” [Carlos Eduardo]
Uma coisa rica que aprendi, foi a lidar com minha deficiência: eu aprendi a sentir, a ser, a compreender e a amar! Aprendi que não é preciso palavras pra dizer ‘muito obrigada’ ou ‘gosto de você’, basta compreender um gesto, saber ler o olhar. Não é preciso andar para se ter grandes conquistas, basta determinação.
Quando se olha para o ser humano por ele mesmo e não para sua deficiência, percebe-se que são grandes suas potencialidades e que nós, pessoas sem deficiência (aparente) temos muito mais a aprender com eles do que a ensinar a eles.
Abençoados são todos aqueles que conseguiram despir-se de suas armaduras, medos e, principalmente, preconceitos para lidar antes com suas deficiências para então entregarem-se de coração a essas pessoas maravilhosas, que independente de qual deficiência tenham, ensinam-nos a valorizar as pequenas coisas da vida.
Com elas eu descobri que minhas angústias não tinham nenhum significado perto das coisas maravilhosas que a vida oferece. Aprendi a valorizar pequenas coisas, pois é aí que se encontra a verdadeira riqueza da vida. Aprendi, então, a ser mais feliz.

"Bem aventurados os que me amam como eu sou, tão somente como sou e não como todos gostariam que eu fosse" [Serrano,J.A]

domingo, 6 de setembro de 2009

A lenda da mulher-assassina

Certo dia ouvi sobre uma lenda indígena de uma mulher extremamente sedutora e atraente que desperta desejos nos homens e os atrai para o copulação, sempre em algum lugar distante e que após o ato sexual, com o homem ainda excitado, ela o golpeia até a morte. A lenda diz que a mulher não sente paixão e não sente necessidade da companhia do homem ao seu lado. Não existe o afeto, o sentimento, apenas o desejo, pois para esta mulher, o homem serve apenas para satisfazer seus desejos sexuais e nada mais, por isso ela os mata e foge para dentro da floresta.
Busquei na Internet e encontrei apenas um filme de terror chamado “A Lenda Assassina” (Deer Woman), que conta a história da mulher-cervo. É assim que é contada a história do filme:
“Quando os Pohancas saem para uma reunião social, a mulher-cervo aparece no mato e entra na festa sem ser notada. Ela é tipo a mulher mais linda do mundo, muito sensual, uma deusa da cintura pra cima. Ela entra na festa e encontra um cara, ela o atrai para um lugar isolado, transa com ele e ai o coiceia até a morte. Ela não precisa de motivos para isso, apenas o faz. Na lenda, ela não é capturada, ela simplesmente mata aqueles que seduz e depois desaparece na floresta.”
Essa lenda poderia ser adaptada às mulheres modernas e independentes que não sonham mais com casamento e não estão em busca de sua ‘alma gêmea’. Hoje, embora as mulheres não matem os homens após a copulação, fazem dele seu brinquedo sexual e divertem-se, da mesma forma com que os homens usam as mulheres pela mesma razão. É um constante jogo de sedução.
Mulheres assim crêem que sua felicidade não depende de ter um namorado ou marido, mas também não dispensam encontros casuais onde o desejo impera sobre o romance. Existe tanta superficialidade nos relacionamentos, hipocrisia, traições, interesse...Até que ponto vale a pena investir na ‘instituição’ chamada casamento?
Os valores da sociedade moderna estão confusos, não há mais regras a serem seguidas num relacionamento e tudo é aceito com tanta naturalidade, que traições e interesses não mais condenam o ser humano a envergonhar-se por seus atos, afinal, eles são aceito socialmente agora. Então “por que ser fiel?”; “Qual motivo tenho pra respeitar a pessoa que está comigo?” ; “Será que ela é fiel a mim também?”; “Por que ter apenas um parceiro se posso ter vários?”; “Pra que se prender a um relacionamento se o companheirismo não tem mais valor e sim o desejo, que pode ser satisfeito mesmo fora de um relacionamento?”
A regra hoje é de que devo ser fiel sim! Ser fiel a mim! A meus instintos e desejos, às minhas vontades e prazeres, pois afinal, vive-se apenas uma vez! Existe pouco respeito ao outro. Não há valor pelo companheirismo e cumplicidade que existe no relacionamento. Vale mais a satisfação dos desejos carnais do que todo o sentimento envolvido.
Talvez a tal lenda indígena já demonstrasse o que poderia tornar-se o comportamento feminino após essa distorção, ou melhor, perda de valores sociais e morais.

sábado, 15 de agosto de 2009

Vida de gado

Típica frase do paulistano: “Eh, ÔÔ, vida de gado; povo marcado, povo feliz”. Qualidade de vida nesta cidade é baixíssima; o povo vive no meio de poluição visual, sonora, ambiental. Corre pra ir ao mercado, cuidar da casa, da família, ser um ótimo funcionário pra não correr o risco do desemprego e ainda encontrar algum tempo para lazer aos finais de semana. Mas apesar de tudo isso, não deixa de ser feliz, pois tem prazer em tudo que faz e gosta desse ritmo frenético da cidade.
Detesto posts demasiadamente pessoais, mas vou falar um pouco da minha ‘vida de gado’. Rotina começa com o despertador tocando às 6hs da manhã, de segunda a sexta. Levanto, tomo banho, arrumo a mochila com tudo que irei precisar até o final do dia e saio – na maioria das vezes, atrasada - de casa, sem ao menos tomar café. Chego no trabalho e aí sim tomo café pra começar a correria e falsidade diária até as 17hs. No meio de tanta correria tem aquelas gargalhadas maravilhosas que tornam o dia mais tranqüilo e a vida mais gostosa.
Saio de lá, e pra não perder tempo, vou direto pra faculdade estudar e lidar com todo aquele povo egoísta e competitivo, futuros colegas de profissão – sim, alguns pelo menos exercerão a profissão apesar de todas as dificuldades – assim como eu - acredito. Claro que nem tudo é ruim, jamais. Tem sempre aquela aula maravilhosa com um professor que te faz se apaixonar ainda mais pela psicologia e, por mais cansada que esteja, naquela aula é impossível faltar! Tem as piadas idiotas que só a gente se diverte e, claro, tem as amigas maravilhosas com quem compartilho todas as angustias pessoais e profissionais e com quem se pode dividir vitórias e fracassos! Ah, que falta farão todas essas conversas e nossas auto-análises no meio da aula ou tomando um café à toa.
Chega sexta-feira, alívio...final de semana chegou e terei o tão esperado descanso, certo?! Errado! Sábado despertador toca no mesmo horário que os outros dias da semana, e vou pra aula. Aquele sono de manhã, uma aula que parece não ter fim, por mais gostosa que seja...é sábado de manhã, poxa!!! Chego em casa já na hora do almoço e é o tempo certo de matar a fome e descansar um pouco. Afinal o final de semana ainda nem começou e tem que organizar o tempo para estudos,vaidades, e claro estar pronta e disposta pra hora que o namorado chegar! Ah como é bom sábado à noite!
Depois disso nada melhor do que não ter hora pra acordar no domingo, único dia de descanso! Ufa! Mas essa folga é só pela manhã mesmo porque o resto do dia deve ser dividido entre namoro, família e estudos! Estudos, sempre estudos!
Engraçado que na primeira semana de aula em 2006, uma aluna do 5° ano foi conversar conosco e ela brincou dizendo que a partir de então nosso passatempo preferido seria visitar livrarias e sebos e que pediríamos sempre livros de presente a amigos, namorados ou familiares. Inocência de caloura pensei ser piada! Há! Era nada. Inclusive recentemente, ganhei um livro de presente de aniversário um grande amigo, claro, relacionado à psicologia! E com toda certeza adorei o presente! Entrei no curso aprendendo a gostar de ler e hoje tenho paixão por livros e, gostando ou não – sorte a minha gostar - eles ocupam grande parte do meu tempo.
É...essa vida de gado cansa! Mas os momentos felizes são inúmeros também! Mês de agosto um pouco mais curto, aulas acabaram de começar e se inicia o último semestre de aulas e provas e grupos conflituosos! Ai Deus, nem acreditooooooooo! Ano que vem serão apenas os estágios e supervisões, sem provas e grupos e conflitos...e acaba! Aaaaaaaah! Felicidade maior que essa não tem! Tudo acontecendo como eu gostaria que estivesse. E a vida caminha acelerada, sem descanso e com alegrias e vitórias que coleciono e guardo com todo o prazer dentro de mim!
Daí, utilizo das palavras de Zé Ramalho, em Admirável Gado Novo: “Eh, ÔÔ, vida de gado;povo marcado, povo feliz!!!”

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Prazeres

Ao invés de colecionar frustrações e os ‘nãos’ da vida, deveríamos medir a vida pelos prazeres que nela tivemos.
Não importa quantos aniversários celebrou, quantas lágrimas chorou, quantos investimentos pessoais não deram certo, quantos relacionamentos terminaram ou quantas decepções sofreu.
Descobri que é muito mais interessante medir a vida pelos prazeres que sentimos nela. Mais gostoso encarar a vida contando nossos pequenos prazeres diários que aliviam todas essas frustrações e tristezas.
Não me importa a idade que tenho, mas sim os prazeres que tive nesse tempo:
•Conquistei amizades verdadeiras e duradouras;
•Pulei corda;
•Andei descalsa na rua, sem neuras de doenças possíveis;
•Tomei sunday de caramelo com batata frita do Mcdonalds;
•Aprendi que um abraço sincero é aquele que se encosta barriga com barriga, sem medo da entrega ao outro (e desde então passei a colecionar abraços...)
•Tomei banho de chuva (nossa...que delícia!);
•Beijei apaixonadamente;
•Aprendi a sambar;
•Fiquei na rua até tarde com os vizinhos, atormentando as senhoras que moravam por perto;
•Andei muito de bicicleta;
•Assisti filmes inesquecíveis;
•Passei horas no mar ou na piscina até os dedos ficarem enrugados;
•Comi morangos em todos os invernos;
•Aprendi o que é amor, amando;
•Roubei brigadeiro da mesa, nas festinhas de aniversário dos colegas;
•Dancei até as pernas não mais me obedecerem;
•Fui a shows de rock;
•Ganhei abraços sinceros e incomparáveis;
•Vivenciei paixões intensas e fugazes;
•Consegui o tão desejado estágio;
•Ri de coisas banais até a barriga doer;
•Troquei de estágio...e de novo e...
•Fiz coisas ‘proibidas’ e deliciosas;
•Li livros por vontade e não por ‘obrigação’do professor;
•Conquistei o tão desejado emprego;
•Aprendi a dirigir;
•Ouvi ‘eu te amo’ de alguém que já mais imaginei;
•Conheci lugares e pessoas maravilhosas em viagens nada planejadas;
•Tive noites de sono profundo;
•Fui em diversos shows das minhas bandas favoritas;
•Passei noites acordada, mas em boa companhia;
•Ganhei sorrisos e abraços de crianças que me fizeram esquecer todas as tristezas da vida!
Nesta lista ainda tem muito mais a ser acrescentado, mas não convém listar aqui todos os prazeres vividos.
Medir a vida por prazeres é bem mais gostoso do que pelo tempo. Frustrações, decepções e ‘nãos’, são inevitáveis, mas que não sejam usados como desculpas para se adiar a felicidade. Não há porque esperar para ser feliz, acreditando que ‘ah, quando eu conseguir...aí sim serei feliz’. O momento de viver é agora, o momento de ser feliz é hoje! Não há felicidade eterna, mas sim momentos inesquecíveis de felicidade intensa, que podem ser encontrados nesses pequenos momentos de prazer.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sem sentido

Nem todo sorriso é felicidade
Nem toda lágrima é tristeza
Nem todo céu é azul
Nem toda água é doce
Nem todo gato é manso
Nem todo cão é bravo
Nem toda criança é inocente
Nem toda bailarina tem frieira
Nem toda canção é de amor
Nem todo coração bate de paixão
Nem todo sonho pode ser real
Nem todo filme tem final feliz
Nem todo café é amargo
Nem todo arroz tem feijão
Nem todo amor é azul
Nem tudo dura pra sempre
Nem tudo é o que parece.

domingo, 23 de novembro de 2008

A solidão humana

O ser humano está sempre em busca de alguém: de novos amigos, de um amor, de colegas de trabalho com quem possa descontrair um pouco, familiares hoje distantes, aquela antiga amizade, que pelas circunstancias se afastou, aquele antigo caso que antes era uma boa companhia...
Aos finais de semana, claro, sempre tem que ter a balada, ou a festa já marcada com antecedência para encontrar os amigos, se divertir e deixar de lado um pouco as preocupações da semana. Para quem tem alguém, tem aquele programa a dois, sempre indispensável.
É uma ânsia enorme em sempre ter o que fazer no seu tempo livre, quando não tem que se preocupar com trabalho e estudos e contas a pagar. É sempre preciso preencher esse tempo, para que não fique o vazio.
Esse vazio seria, na verdade, o ser humano sem si, em contato consigo mesmo e com suas angústias, fragilidades e sentimentos. O homem precisa sempre estar com alguém, ocupando este espaço e tempo vazio em sua vida, pois, muitas vezes, ele não sabe como lidar consigo mesmo.
É difícil pra muitos encarar o fato de que o ser humano é um ser sozinho. Ele nasce sozinho e morre sozinho. Os laços e as relações estabelecidas entre a vida e a morte, servem para tornar os momentos mais agradáveis e menos doloridos.
Mas a realidade é que por mais que se tenham amigos, colegas, um amor, familiares presentes, o ser humano é sozinho. É um indivíduo que deve aprender a lidar com sua singularidade, antes de relacionar-se com os outros.
Difícil o contato consigo mesmo, tendo que lidar sozinho com suas angústias, frustrações, alegrias, recordações, sentimentos... Estar sozinho consigo mesmo requer paciência, tempo e dedicação para lidar com o conteúdo que nós temos e que, muitas vezes, não nos damos conta.
A solidão humana é sentida, na maioria das vezes, com tristeza, devido às fantasias que se cria a respeito de uma vida ideal que se deve ter. Ao estar só, vem à mente toda aquela cena de pessoas felizes, reunidas, num bar, numa festa, nas ruas.
Nas relações que o homem estabelece para evitar lidar com sua própria solidão, acontecem coisas superficiais, onde não se entra realmente em contato com o outro, onde não se pode compartilhar sua solidão, pois na verdade, ninguém está interessado na solidão alheia. Já pode ser um fardo grande lidar com a sua própria, que quando em contato com o outro, ele quer mesmo é esquecer a palavra solidão e todo o significado que ela carrega e, naquele momento, ser preenchido pela fantasia de que ele não é um homem sozinho, de que ele tem alguém para compartilhar sua vida e seus momentos.
Que a solidão humana existe, é fato! Não há como fugir dela. A questão é como cada um lida com sua própria solidão. Pra uns é ótimo passar aquela sexta-feira à noite em casa, na companhia de um bom livro ou de um bom filme, pipoca e guaraná! É um momento único, de contato consigo mesmo que causa prazer. Pode ser prazeroso estar em nossa própria companhia e apenas desfrutar de si e de seus momentos. Porém para outros, a solidão pode ser triste, pois lidar consigo mesmo pode ser um fardo muito pesado. Entrar em contato com sentimentos pessoais, por tempos escondidos pode ser muito doloroso. O indivíduo perde-se em meio aos seus sentimentos e simplesmente não sabe o que fazer consigo, o que gera forte angústia.
Prazer ou angústia? São duas opções de como lidar com a solidão humana. A solidão pode ser prazerosa quando o contato consigo é bom e sentido como algo positivo, quando estar em sua própria companhia o satisfaz, o preenche, não necessitando de outros para que seja realizada a fantasia de que estar consigo mesmo é estar na ausência de outros, no vazio.
Quando o contato consigo é sentido como algo ruim, gerador de angústia, ele vem acompanhado de uma tristeza muito grande, pois está presente a fantasia da ausência do outro, do vazio. A ausência do outro é simplesmente a presença única de si mesmo, mas por não saber como lidar com sentimentos e angústias, surge a tristeza.
O estar junto, a relação com o outro é essencial para o desenvolvimento da psique humana, claro, porém quando isso é necessário a todo momento, quando não se consegue estar só, é porque o estar junto trata-se de um artifício para evitar o contato conosco mesmos.

"Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.!"


Drummond.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

...

Passou muito tempo acreditando que o verdadeiro amor seria a solução para seus problemas. Seria ele que preencheria aquele vazio angustiante. Apaixonou-se, amou, viveu e se entregou e descobriu que realmente o amor era capaz de preencher o vazio. Mas não era suficiente, embora acabasse com aquele vazio, a angústia permanecia. Claro que o amor é bom, disso não tem dúvidas. Mas queria mais, queria ir além.
O romance acabou, porque não acredita que o amor romântico seja pra sempre. Mas algo único foi construído naquela relação, que vai além do amor romântico dos contos de fadas. E isso sim é pra sempre.
Deu-se conta então que havia vivido sim um romance de conto de fadas, o verdadeiro amor romântico dos livros (ou então um amor adolescente, talvez) e que poucos têm a sorte de viver isso.
Sentiu necessidade de passar um tempo só. E sozinha em seu canto aos poucos foi voltando ao mundo real. Ao mundo em que os homens (entenda-se por homens, todos os seres humanos, sem especificação de sexo) têm medo de seus sentimentos; ao mundo em que os homens estão preocupados demais com os desejos da carne e pouco interessados em seus pensamentos e sentimentos.
O desejo sobressai a qualquer sentimento. É mais prático estipular limites para se envolver. É mais fácil não deixar que o outro nos conheça pra evitar grande comprometimento, maior entrega e possível decepção.
Descobriu neste tempo, que homens ( e agora sim, ser do sexo masculino) têm medo de mulheres inteligentes e independentes. Uma mulher que sabe o que quer, é determinada em seus objetivos e que tem consciência de que não precisa de homem para ser feliz, assusta. Muitos homens sentem-se ameaçados.
O que eles não entendem é que uma mulher, mesmo que não tenha necessidade de ter um homem para ser feliz, quer sim ter alguém ao seu lado para compartilhar suas vitórias, derrotas, angústias outras coisas. Quer alguém que esteja ao seu lado e não alguém a quem ser submissa. E que ser inteligente e não depender de alguém para ser feliz não representa ameaça nenhuma à sua condição de homem em um relacionamento.
Eis aqui outra verdade, homens gostam de mulheres frágeis, dependentes e diria, sem medo, até meio sonsas, pois essas inflam seu ego. Eles precisam dessas mulheres, pois essas não colocam em prova sua “masculinidade”, elas deixam que ‘seu homem’ sempre esteja no domínio da situação. Ou até mesmo, deixam que pensem que estão no domínio.
Achou engraçado observar tudo isso em poucos meses. Achou graça da análise que fez de amores e casos que já teve em sua breve existência. Achou graça de tudo isso, pois por uns instantes pensou que o mundo conspirava contra sua pessoa, que tinha sempre a capacidade de fazer os homens a odiá-la e se afastarem. Mas se deu conta de que se relacionou com um único homem realmente, pessoa destemida e de caráter e que os outros...bom, esses eram apenas meninos inseguros.

domingo, 3 de agosto de 2008

E então?!

O ser humano é movido por paixões. As pessoas precisam de alguma coisa a que se agarrar para ter vontade de levantar da cama todas as manhãs! Sem isso, são apenas pessoas vazia. As paixões que temos é o que nos motiva a viver, a dar um sentido à vida.
Mas o que te faz levantar da cama todas as manhãs? Seu emprego? Sua família? Seu amor? Seus filhos? Sua fé? Seu amor por música? Uma paixão por esportes, por animais...? O que dá sentido à sua vida?
Não há razões pra viver sem uma meta, sem um objetivo, sem um sentido. A força que temos para lidar com as dificuldades, com as crises, com as perdas e com frustrações vem da nossa paixão intensa por aquilo que nos motiva a sair da cama naquela manhã chuvosa de segunda-feira.
Mas até onde suas paixões te fariam agüentar uma crise, uma perda, uma frustração? O que você seria capaz de fazer para alcançar seus objetivos? Qual seria o limite? Até onde você levaria a moral consigo? Do que você teria coragem de abrir mão por aquilo que dá sentido à sua vida?

domingo, 20 de julho de 2008

Ego

Ego.
Egoísmo.
Egotismo.
Egocentrismo.
Egolatria.
Vaidade!
De acordo com a psicanálise, ego é uma instância psíquica que permite que o indivíduo proteja-se da realidade, das pulsões e dos imperativos do superego. Laplanche e Pontalis explicam que, do ponto de vista dinâmico ( já que o ponto de vista tópico e o econômico não caberiam nesta minha reflexão), o ego representa no conflito neurótico, o pólo defensivo da personalidade; põe em jogo uma série de mecanismos de defesa, estes motivados pela percepção de um afeto desagradável, ou seja, um sinal de angústia.
As ações controladas pelo ego, muitas vezes são puramente defensivas. O ego gera uma espécie de proteção da realidade e permite que o indivíduo se defenda daquilo que não lhe agrada. Essas ações defensivas do indivíduo podem ser consideradas como expressão da vaidade do ego.
É comum as pessoas sentirem intenso desejo de vingança quando lhes acontece um fato no qual se sentem desprivilegiadas. Há também certa dificuldade em aceitar que o outro se saia melhor em uma determinada situação ou mesmo que tenha imaginado uma forma diferente de sair desta. Todas essas impressões são imanentes à vaidade.
É dessa vaidade que surge então, como um mecanismo de defesa, o ressentimento! Ah... mas esse é um afeto que poucos têm a coragem de assumir que sentem! Para Nietzsche, o ressentimento é um afeto que “não ousa dizer seu nome”. Com base nisso, Maria Rita Kehl, afirma que o ressentimento “quando nomeado, revela sua face negativa, de envenenamento psíquico e moral; mas quando é velado por uma pretensa pureza moral, goza da adesão e da simpatia da maior parte das pessoas”.
Não é difícil reconhecer o ressentido. Ele tem o desejo de vingança fortemente instalado em seus pensamentos. Mas não tem desejo pela vingança banal de querer ver o outro sofrer o mesmo que ele sofreu. Não, muito pelo contrário: a melhor vingança para o ressentido é exibir diante do ‘agressor’ um bem conquistado, um sucesso, um momento de felicidade.
A exibição de algum momento de felicidade, de algo bem sucedido diante daquele que fez o indivíduo tornar-se ressentido é um simples mecanismo de defesa do ego para escapar de uma realidade que não lhe agrada e não passa de uma forma de expressão da vaidade do ego!