Você tem alergia, micose, passa mal
E toma sempre um Melhoral
A crescente agonia do seu ser denuncia
O seu cheque especial
Três por cento sobre a taxa de seguro total
Lhe parece ser banal
Acrescente Elysée Belt à lista de natal
E dá mais de três mil pau
No cheque especial
Tantas coisas pra lembrar
Tantos filhos pra criar
E dá-lhe xampu anticaspa
E dois comprimidos pra jantar
Não esqueça o perfume da mulher que tens
Nem procure desculpa
Pra dizer à sua filha que o Noel não vem
Papai Noel não vem
Deixe de lado o jogo de facas do seus sonhos
E vá buscar seu cachorro no cabeleireiro
Não esqueça o dia de casamento
Não esqueça a data de vencimento
Não esqueça o presente de sua cunhada
E perca peso agora
Perca peso agora
Se hoje seu café amanheceu gelado
Se hoje sua mulher dormiu do lado errado
Podia estar mal, mas está pior
E a tendência é se agravar
É melhor se engravatar
E eis que faltou
Aquele motivo pra pirar
Mas não há com que se preocupar
A sua hora vai chegar
E você vai se encontrar
Bebe água, dorme, não troca a cueca
Acorda e defeca e amém
Olha, gosta, compra
E perde, vende, troca ou aluga
E sua calvície nasce prematura
Como você se atura
Bêbado se dorme, cueca não se troca
Decora e afeta sua mente
Tira, tira, tora a tara, atura
Não esqueça a mulher do perfume, tenta o quê?
Nem procure sua filha
Pra dizer que o Noel, desculpa, não vem
Me desculpa, ele não vem
Deixa seus sonhos de lado e use as facas para o jogo
E vá morar com o cabeleireiro, seu cachorro
Nâo esqueça o vencimento da data
Não esqueça o casamento da chata
Não esqueça a cunhada de seu tormento
E perca peso agora
Perca peso agora
*Ainda precisa dizer algo?!*
Escute: http://www.youtube.com/watch?v=ccEKNmMKVA8
domingo, 13 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
A lenda da mulher-assassina
Certo dia ouvi sobre uma lenda indígena de uma mulher extremamente sedutora e atraente que desperta desejos nos homens e os atrai para o copulação, sempre em algum lugar distante e que após o ato sexual, com o homem ainda excitado, ela o golpeia até a morte. A lenda diz que a mulher não sente paixão e não sente necessidade da companhia do homem ao seu lado. Não existe o afeto, o sentimento, apenas o desejo, pois para esta mulher, o homem serve apenas para satisfazer seus desejos sexuais e nada mais, por isso ela os mata e foge para dentro da floresta.
Busquei na Internet e encontrei apenas um filme de terror chamado “A Lenda Assassina” (Deer Woman), que conta a história da mulher-cervo. É assim que é contada a história do filme:
“Quando os Pohancas saem para uma reunião social, a mulher-cervo aparece no mato e entra na festa sem ser notada. Ela é tipo a mulher mais linda do mundo, muito sensual, uma deusa da cintura pra cima. Ela entra na festa e encontra um cara, ela o atrai para um lugar isolado, transa com ele e ai o coiceia até a morte. Ela não precisa de motivos para isso, apenas o faz. Na lenda, ela não é capturada, ela simplesmente mata aqueles que seduz e depois desaparece na floresta.”
Essa lenda poderia ser adaptada às mulheres modernas e independentes que não sonham mais com casamento e não estão em busca de sua ‘alma gêmea’. Hoje, embora as mulheres não matem os homens após a copulação, fazem dele seu brinquedo sexual e divertem-se, da mesma forma com que os homens usam as mulheres pela mesma razão. É um constante jogo de sedução.
Mulheres assim crêem que sua felicidade não depende de ter um namorado ou marido, mas também não dispensam encontros casuais onde o desejo impera sobre o romance. Existe tanta superficialidade nos relacionamentos, hipocrisia, traições, interesse...Até que ponto vale a pena investir na ‘instituição’ chamada casamento?
Os valores da sociedade moderna estão confusos, não há mais regras a serem seguidas num relacionamento e tudo é aceito com tanta naturalidade, que traições e interesses não mais condenam o ser humano a envergonhar-se por seus atos, afinal, eles são aceito socialmente agora. Então “por que ser fiel?”; “Qual motivo tenho pra respeitar a pessoa que está comigo?” ; “Será que ela é fiel a mim também?”; “Por que ter apenas um parceiro se posso ter vários?”; “Pra que se prender a um relacionamento se o companheirismo não tem mais valor e sim o desejo, que pode ser satisfeito mesmo fora de um relacionamento?”
A regra hoje é de que devo ser fiel sim! Ser fiel a mim! A meus instintos e desejos, às minhas vontades e prazeres, pois afinal, vive-se apenas uma vez! Existe pouco respeito ao outro. Não há valor pelo companheirismo e cumplicidade que existe no relacionamento. Vale mais a satisfação dos desejos carnais do que todo o sentimento envolvido.
Talvez a tal lenda indígena já demonstrasse o que poderia tornar-se o comportamento feminino após essa distorção, ou melhor, perda de valores sociais e morais.
Busquei na Internet e encontrei apenas um filme de terror chamado “A Lenda Assassina” (Deer Woman), que conta a história da mulher-cervo. É assim que é contada a história do filme:
“Quando os Pohancas saem para uma reunião social, a mulher-cervo aparece no mato e entra na festa sem ser notada. Ela é tipo a mulher mais linda do mundo, muito sensual, uma deusa da cintura pra cima. Ela entra na festa e encontra um cara, ela o atrai para um lugar isolado, transa com ele e ai o coiceia até a morte. Ela não precisa de motivos para isso, apenas o faz. Na lenda, ela não é capturada, ela simplesmente mata aqueles que seduz e depois desaparece na floresta.”
Essa lenda poderia ser adaptada às mulheres modernas e independentes que não sonham mais com casamento e não estão em busca de sua ‘alma gêmea’. Hoje, embora as mulheres não matem os homens após a copulação, fazem dele seu brinquedo sexual e divertem-se, da mesma forma com que os homens usam as mulheres pela mesma razão. É um constante jogo de sedução.
Mulheres assim crêem que sua felicidade não depende de ter um namorado ou marido, mas também não dispensam encontros casuais onde o desejo impera sobre o romance. Existe tanta superficialidade nos relacionamentos, hipocrisia, traições, interesse...Até que ponto vale a pena investir na ‘instituição’ chamada casamento?
Os valores da sociedade moderna estão confusos, não há mais regras a serem seguidas num relacionamento e tudo é aceito com tanta naturalidade, que traições e interesses não mais condenam o ser humano a envergonhar-se por seus atos, afinal, eles são aceito socialmente agora. Então “por que ser fiel?”; “Qual motivo tenho pra respeitar a pessoa que está comigo?” ; “Será que ela é fiel a mim também?”; “Por que ter apenas um parceiro se posso ter vários?”; “Pra que se prender a um relacionamento se o companheirismo não tem mais valor e sim o desejo, que pode ser satisfeito mesmo fora de um relacionamento?”
A regra hoje é de que devo ser fiel sim! Ser fiel a mim! A meus instintos e desejos, às minhas vontades e prazeres, pois afinal, vive-se apenas uma vez! Existe pouco respeito ao outro. Não há valor pelo companheirismo e cumplicidade que existe no relacionamento. Vale mais a satisfação dos desejos carnais do que todo o sentimento envolvido.
Talvez a tal lenda indígena já demonstrasse o que poderia tornar-se o comportamento feminino após essa distorção, ou melhor, perda de valores sociais e morais.
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sábado, 15 de agosto de 2009
Vida de gado
Típica frase do paulistano: “Eh, ÔÔ, vida de gado; povo marcado, povo feliz”. Qualidade de vida nesta cidade é baixíssima; o povo vive no meio de poluição visual, sonora, ambiental. Corre pra ir ao mercado, cuidar da casa, da família, ser um ótimo funcionário pra não correr o risco do desemprego e ainda encontrar algum tempo para lazer aos finais de semana. Mas apesar de tudo isso, não deixa de ser feliz, pois tem prazer em tudo que faz e gosta desse ritmo frenético da cidade.
Detesto posts demasiadamente pessoais, mas vou falar um pouco da minha ‘vida de gado’. Rotina começa com o despertador tocando às 6hs da manhã, de segunda a sexta. Levanto, tomo banho, arrumo a mochila com tudo que irei precisar até o final do dia e saio – na maioria das vezes, atrasada - de casa, sem ao menos tomar café. Chego no trabalho e aí sim tomo café pra começar a correria e falsidade diária até as 17hs. No meio de tanta correria tem aquelas gargalhadas maravilhosas que tornam o dia mais tranqüilo e a vida mais gostosa.
Saio de lá, e pra não perder tempo, vou direto pra faculdade estudar e lidar com todo aquele povo egoísta e competitivo, futuros colegas de profissão – sim, alguns pelo menos exercerão a profissão apesar de todas as dificuldades – assim como eu - acredito. Claro que nem tudo é ruim, jamais. Tem sempre aquela aula maravilhosa com um professor que te faz se apaixonar ainda mais pela psicologia e, por mais cansada que esteja, naquela aula é impossível faltar! Tem as piadas idiotas que só a gente se diverte e, claro, tem as amigas maravilhosas com quem compartilho todas as angustias pessoais e profissionais e com quem se pode dividir vitórias e fracassos! Ah, que falta farão todas essas conversas e nossas auto-análises no meio da aula ou tomando um café à toa.
Chega sexta-feira, alívio...final de semana chegou e terei o tão esperado descanso, certo?! Errado! Sábado despertador toca no mesmo horário que os outros dias da semana, e vou pra aula. Aquele sono de manhã, uma aula que parece não ter fim, por mais gostosa que seja...é sábado de manhã, poxa!!! Chego em casa já na hora do almoço e é o tempo certo de matar a fome e descansar um pouco. Afinal o final de semana ainda nem começou e tem que organizar o tempo para estudos,vaidades, e claro estar pronta e disposta pra hora que o namorado chegar! Ah como é bom sábado à noite!
Depois disso nada melhor do que não ter hora pra acordar no domingo, único dia de descanso! Ufa! Mas essa folga é só pela manhã mesmo porque o resto do dia deve ser dividido entre namoro, família e estudos! Estudos, sempre estudos!
Engraçado que na primeira semana de aula em 2006, uma aluna do 5° ano foi conversar conosco e ela brincou dizendo que a partir de então nosso passatempo preferido seria visitar livrarias e sebos e que pediríamos sempre livros de presente a amigos, namorados ou familiares. Inocência de caloura pensei ser piada! Há! Era nada. Inclusive recentemente, ganhei um livro de presente de aniversário um grande amigo, claro, relacionado à psicologia! E com toda certeza adorei o presente! Entrei no curso aprendendo a gostar de ler e hoje tenho paixão por livros e, gostando ou não – sorte a minha gostar - eles ocupam grande parte do meu tempo.
É...essa vida de gado cansa! Mas os momentos felizes são inúmeros também! Mês de agosto um pouco mais curto, aulas acabaram de começar e se inicia o último semestre de aulas e provas e grupos conflituosos! Ai Deus, nem acreditooooooooo! Ano que vem serão apenas os estágios e supervisões, sem provas e grupos e conflitos...e acaba! Aaaaaaaah! Felicidade maior que essa não tem! Tudo acontecendo como eu gostaria que estivesse. E a vida caminha acelerada, sem descanso e com alegrias e vitórias que coleciono e guardo com todo o prazer dentro de mim!
Daí, utilizo das palavras de Zé Ramalho, em Admirável Gado Novo: “Eh, ÔÔ, vida de gado;povo marcado, povo feliz!!!”
Detesto posts demasiadamente pessoais, mas vou falar um pouco da minha ‘vida de gado’. Rotina começa com o despertador tocando às 6hs da manhã, de segunda a sexta. Levanto, tomo banho, arrumo a mochila com tudo que irei precisar até o final do dia e saio – na maioria das vezes, atrasada - de casa, sem ao menos tomar café. Chego no trabalho e aí sim tomo café pra começar a correria e falsidade diária até as 17hs. No meio de tanta correria tem aquelas gargalhadas maravilhosas que tornam o dia mais tranqüilo e a vida mais gostosa.
Saio de lá, e pra não perder tempo, vou direto pra faculdade estudar e lidar com todo aquele povo egoísta e competitivo, futuros colegas de profissão – sim, alguns pelo menos exercerão a profissão apesar de todas as dificuldades – assim como eu - acredito. Claro que nem tudo é ruim, jamais. Tem sempre aquela aula maravilhosa com um professor que te faz se apaixonar ainda mais pela psicologia e, por mais cansada que esteja, naquela aula é impossível faltar! Tem as piadas idiotas que só a gente se diverte e, claro, tem as amigas maravilhosas com quem compartilho todas as angustias pessoais e profissionais e com quem se pode dividir vitórias e fracassos! Ah, que falta farão todas essas conversas e nossas auto-análises no meio da aula ou tomando um café à toa.
Chega sexta-feira, alívio...final de semana chegou e terei o tão esperado descanso, certo?! Errado! Sábado despertador toca no mesmo horário que os outros dias da semana, e vou pra aula. Aquele sono de manhã, uma aula que parece não ter fim, por mais gostosa que seja...é sábado de manhã, poxa!!! Chego em casa já na hora do almoço e é o tempo certo de matar a fome e descansar um pouco. Afinal o final de semana ainda nem começou e tem que organizar o tempo para estudos,vaidades, e claro estar pronta e disposta pra hora que o namorado chegar! Ah como é bom sábado à noite!
Depois disso nada melhor do que não ter hora pra acordar no domingo, único dia de descanso! Ufa! Mas essa folga é só pela manhã mesmo porque o resto do dia deve ser dividido entre namoro, família e estudos! Estudos, sempre estudos!
Engraçado que na primeira semana de aula em 2006, uma aluna do 5° ano foi conversar conosco e ela brincou dizendo que a partir de então nosso passatempo preferido seria visitar livrarias e sebos e que pediríamos sempre livros de presente a amigos, namorados ou familiares. Inocência de caloura pensei ser piada! Há! Era nada. Inclusive recentemente, ganhei um livro de presente de aniversário um grande amigo, claro, relacionado à psicologia! E com toda certeza adorei o presente! Entrei no curso aprendendo a gostar de ler e hoje tenho paixão por livros e, gostando ou não – sorte a minha gostar - eles ocupam grande parte do meu tempo.
É...essa vida de gado cansa! Mas os momentos felizes são inúmeros também! Mês de agosto um pouco mais curto, aulas acabaram de começar e se inicia o último semestre de aulas e provas e grupos conflituosos! Ai Deus, nem acreditooooooooo! Ano que vem serão apenas os estágios e supervisões, sem provas e grupos e conflitos...e acaba! Aaaaaaaah! Felicidade maior que essa não tem! Tudo acontecendo como eu gostaria que estivesse. E a vida caminha acelerada, sem descanso e com alegrias e vitórias que coleciono e guardo com todo o prazer dentro de mim!
Daí, utilizo das palavras de Zé Ramalho, em Admirável Gado Novo: “Eh, ÔÔ, vida de gado;povo marcado, povo feliz!!!”
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